terça-feira, 27 de abril de 2010

O medo de ir ao dentista ainda é bastante comum

BRUNO BASTOS
Ir ao dentista é motivo de apreensão para a dona de casa Marlene Martins, 62 anos. Ela fica nervosa e sente tremores antes mesmo de iniciar as consultas do tratamento de implante dental. “Às vezes nem dói, mas ainda assim eu não me acalmo”, relata. Segundo a neta dela, Gleiziane Maiara, de 21 anos, que acompanha a avó durante o tratamento, os profissionais que atendem a dona de casa tentam acalmá-la conversando e fazendo dinâmicas, mas ela ainda tem medo de ir ao dentista. Muitas pessoas sentem taquicardia, sudorese, tremores e outras manifestações de nervosismo quando vão ao consultório do dentista e não imaginam que podem sofrer de odontofobia.


Segundo a professora de prótese dentária e cirurgia bucomaxilofacial do curso de Odontologia da UFPE, Silvana Cardoso, ela se caracteriza por uma “antecipação da percepção de dor em situações clínicas não invasivas e indolores”, o que significa que em muitos casos o medo potencializa ou até cria a sensação da dor. “Não podemos esquecer que a dor é um fenômeno subjetivo, que ela existe associada a um contexto”, acrescenta o professor Fernando Tavares.



Segundo os especialistas, o medo de ir ao dentista é uma construção cultural que não condiz mais com a realidade. “Hoje com a evolução dos equipamentos, a dor não existe mais, já que todos os procedimentos são feitos com anestesia”, explica Fernando Tavares.



TRATAMENTO



Além da conscientização dos pacientes e de técnicas de relaxamento, os profissionais podem lançar mão de técnicas para combater a ansiedade dos pacientes. Uma delas é a sedação consciente, técnica que permite controlar o medo do paciente sem prejudicar o procedimento.

Fonte: Folha de Pernambuco

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Aprenda como acabar com o mau hálito de uma vez por todas

A maioria das pessoas não sabe que tem mau hálito. Alguns estudos mostram que o número de pessoas com mau hálito chega a 50% da população adulta.

Entre as causas do mau hálito estão certos alimentos, condições de saúde e hábitos pessoais. Em muitos casos, uma higiene dentária apropriada pode resolver o problema.

Agora, se as técnicas simples de higiene bucal não derem resultado, é aconselhável que se consulte um médico ou dentista para assegurar-se de que a causa do mau hálito não seja um problema mais sério.

CAUSAS
O
mau hálito pode ser causado por fatores externos e internos. Os fatores externos podem estar relacionados com o tipo de alimento consumidos (como atum ou tacos) e os condimentos com que são preparados (como, por exemplo, alho, cebola e outros).

Pessoas que fumam ou ingerem bebidas alcoólicas também podem sofrer de mau hálito.

Entre os fatores internos, estão aqueles ligados à higiene bucal, que podem afetar o corpo de forma sistêmica. A língua é um dos lugares nos quais as bactérias podem proliferar. A maioria das bactérias que causam o mau hálito produzem substâncias chamadas 'compostos sulfurados voláteis' ou CSV.

Os CSV causadores do mau hálito são representados, principalmente, pelo sulfeto de hidrogênio e o metil mercapatana. A maioria dessas bactérias acumulam-se na parte posterior da língua.

Fonte: Agência USP

Nem todos os cremes dentais são eficientes contra cáries

Uma pesquisa da Faculdade de Odontologia da Unicamp, em Piracicaba, apontou que nem todo creme dental é eficiente contra as cáries (desintegração do esmalte e da dentina). Segundo os pesquisadores, a diferença está na concentração de flúor em cada produto.

Durante três meses foram tratados, em laboratório, 120 amostras de dentes de crianças com cremes de alta e baixa concentração de flúor. Os de baixa concentração, comuns nas linhas infantis, não conseguiram conter as bactérias que causam a cárie.

O estudo também mostrou que, ao contrário do que se pensava, os cremes com pouco flúor não evitam a fluorose, que são aquelas manchas brancas nos dentes.

Após este estudo, os pesquisadores recomendam observar a embalagem na hora da compra de cremes dentais. O aconselhável é levar para casa aqueles com concentração maior que mil PPM (Parte Por Milhão).

Para crianças menores de dois anos, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda fazer a limpeza dos dentes usando uma escova para bebês. Elas são colocadas em um dos dedos dos adultos, que supervisionam a escovação.

Fonte: EPTV

Pesquisa estuda sobre risco de fatores genéticos em fissuras labio palatinas

7/4/2010

Pesquisa conduzida na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp avaliou a influência de fatores genéticos relacionados à mãe e o risco para o nascimento de crianças com fissura labial e/ou palatina não-sindrômica. O estudo analisou o DNA de mães que possuíam filhos com alguma fissura e mães de filhos não fissurados. A cirurgiã-dentista Andréia Bufalino, que defendeu dissertação de mestrado sobre o assunto, explica que a etiologia das fissuras é bastante complexa.

“Não se sabe qual o exato fator etiológico envolvido. A fissura labial e/ou palatina não-sindrômica é uma anomalia complexa e multifatorial e provavelmente está associada com vários fatores ambientais e genética tais como o hábito materno de fumar e consumo de bebida alcoólica, uso de drogas teratogênicas, desenvolvimento de doenças crônicas como diabetes e obesidade durante os três primeiros meses de gestação ou alterações genéticas (polimorfismos) no DNA materno ou da criança em alguns genes específicos.”Como a etiologia da doença ainda não é completamente conhecida, torna-se necessários mais estudos para tentar entender melhor quais são os fatores que estão relacionados com uma maior propensão para o desenvolvimento desta anomalia.

O trabalho de Andréia, que teve orientação do professor Ricardo Della Coletta da área de Patologia, mostrou que 70% das mães com filhos fissurados não haviam feito uso da suplementação vitamínica com ácido fólico em contraste com apenas 30% das mães com filhos fissurados que usaram a suplementação. “Verificamos que além da falta de suplementação vitamínica, a presença de uma alteração no DNA (polimorfismos) destas mães também pode colaborar para este risco aumentado de ter um filho com fissura”, explica a pesquisadora. “Por exemplo, o estudo demonstrou que a presença do polimorfismo no gene MTHFR aumenta em até 6 vezes o risco de nascimento de uma criança com fissura lábio e/ou palatina”, adianta.

A pesquisadora explica que a fissura labial e/ou palatina (malformação congênita popularmente conhecida como “lábio leporino” ou “goela de lobo”) é bastante comum no mundo inteiro. Por exemplo, um estudo anterior realizado com uma população do sul de Minas Gerais revelou que para cada 1000 crianças nascidas vivas 1,46 crianças nascem com algum tipo de fissuras. No entanto, esta prevalência é altamente variável ao redor do mundo.

No estudo foram analisados quatro genes que codificam enzimas responsáveis por metabolizar o ácido fólico (genes MTHFR, MTHFD1, MTR e RFC1), vitamina que quando administrada no início da gestação exerce um efeito protetor contra o desenvolvimento destas fissuras. O estudo encontrou que dois polimorfismos (mutações gênicas presente em mais de 1% da população) nos genes MTHFR e MTHFD1 das mães parecem ser responsáveis por um maior risco para o nascimento de um filho com fissura labial e/ou palatina não-sindrômica.

A pesquisa também mostrou que o uso da suplementação vitamínica com ácido fólico nos três primeiros meses de gestação exerce um efeito protetor contra o nascimento de um filho com fissura, como já foi amplamente demonstrado na literatura.

O trabalho contou com a colaboração do Centro de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de Alfenas (Unifenas) que é um centro especializado em tratar pacientes com fissura labial e/ou palatina. No total, participaram da pesquisa cerca de 300 pacientes.

Andréia Bufalino destaca que: “são poucos os estudos no Brasil que avaliam estes polimorfismos como fatores de risco materno. Em nosso estudo foi possível ampliar o espectro de fatores que podem estar relacionados com o desenvolvimento destas fissuras em nossa população”, revela.

Assessoria de Comunicação FOP-Unicamp

Falso dentista é flagrado em Florianopolis pelo CRO

Um falso dentista foi flagrado na tarde desta terça-feira pelo Conselho Regional de Odontologia (CRO). Ele praticava irregularmente a profissão no bairro Sertão do Marium, em São José, na Grande Florianópolis.

Segundo a denúncia apurada pelo CRO, o homem estudou até a sexta série do Ensino Fundamental, mas fazia cirurgias em seu consultório.

Quando fiscais do conselho chegaram ao local, Jeferson Kuerten estaria reparando uma prótese num paciente. Além de cirurgias, ele também aplicava aparelhos ortodônticos.

As condições de higiene no estabelecimento estavam fora dos padrões exigidos pelo Conselho. A esterilização das ferramentas usadas nos procedimentos era feita precariamente, comprometendo a limpeza, segundo os fiscais.

Prótese dentária por R$ 500

No consultório, foram encontradas fichas de pelo menos 50 pacientes e cadernos de controle financeiro. Uma prótese, por exemplo, custava cerca de R$ 500. O CRO interditou o local e denunciará Jeferson ao Ministério Público.

Quando a equipe de reportagem chegou ao local, o falso dentista não estava mais no consultório.


Fonte: RBS TV

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Não Consegue Pensar? Vá ao dentista!

Um novo estudo realizado pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, aponta que uma boa higiene bucal pode ajudar adultos a manter o raciocínio saudável. A pesquisa descobriu que adultos com idade superior a 60 anos com os maiores níveis de doenças na gengiva têm maior dificuldade de lembrar uma seqüência de três palavras após um certo tempo.

O pesquisador James Noble e sua equipe também descobrira que adultos com os maiores níveis da bactéria Porphyromonas gingivalis, causadora de problemas na gengiva, têm o dobro de chances de não passar em testes feitos com cálculos de subtração de números com três dígitos.

Os resultados são baseados nas descobertas feitas com mais de 2300 homens e mulheres que foram testados pelos cientistas. Os participantes do estudo tiveram a saúde bucal analisada e realizaram uma série de testes para observar o seu raciocínio.

No geral, 5,7% dos adultos mostraram problemas em completar certos testes de memória, e 6,5% não conseguiram completar os testes de subtração reversa. Os participantes com os maiores e menores níveis da bactéria tiveram os piores resultados nestes testes.

Várias pesquisas já associaram a saúde oral ruim com doenças cardíacas, diabetes e mal de Alzheimer. Doenças na gengiva podem influenciar as funções cerebrais por meio de vários mecanismos, de acordo com os pesquisadores do novo estudo. Este tipo de doença pode causar inflamações pelo corpo inteiro, um fator de risco para a perda das funções mentais saudáveis. [Reuters]

Brasil está supersaturado de dentistas, diz estudo

País tem 11% dos dentistas do mundo e mercado deve recebe oito mil novos profissionais por ano

O Brasil possui cerca de 250 mil dentistas, o que corresponde a mais de 11% da fatia global desses profissionais. Não obstante, este número equivale à população de dentistas dos EUA e do Canadá juntas.

Em termos proporcionais, temos um dentista para um grupo de 842 habitantes, o que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é três vezes mais do que o número ideal. A pesquisa chegou a alguns dados impressionantes.

Dicas da medicina preventiva
Especial Simpatias para atrair sorte e saúde

A explosão da oferta de dentistas no mercado ficou patente nesse estudo realizado entre a Faculdade de Odontologia (FO) da USP, o Ministério da Saúde e outras entidades da classe. O projeto conhecido como “perfil atual e tendências do cirurgião-dentista brasileiro” teve a professora Maria Ercília de Araújo como representante da FO.

A tendência para os próximos anos é que os números aumentem ainda mais. O mercado recebe oito mil novos dentistas por ano; um crescimento de 4% sendo que a população brasileira está chegando à estabilidade, num crescimento de 2% ao ano. Apesar dessa fartura de profissionais no mercado, 16% dos brasileiros nunca foi ao dentista. Segundo o professor Plínio Augusto Rehse Tomaz, há uma “realidade de mercado desfavorável” e que deve ser levada em conta na escolha da carreira dos novos ingressantes.

Perfil e distribuição geográfica
São 183 faculdades de odontologia espalhadas pelo território nacional. 60% delas estão localizadas no Sudeste. A proporção de dentistas também é semelhante à de faculdades; uma violenta disparidade regional.

Do montante total de profissionais, metade tem menos de 40 anos, o que reforça o ensejo do estudo em mostrar o “boom” profissional por que passa a área. O mercado é dominado, sobretudo pelas mulheres: de cada dez dentistas, seis são do sexo feminino. O estudo ainda revelou dados importantes sobre o exercício profissional desenvolvido por esses cirurgiões-dentistas. Mostrou que a especialização ainda é pequena, mais de 70% deles são clínicos-gerais.

Com a oferta excessiva de profissionais no mercado, os dentistas tiveram que lidar com o problema financeiro. Uma vez que a concorrência mostrou-se ferrenha, houve a demanda por mais horas de trabalho em detrimento do valor cobrado pelos procedimentos. 90% dos cirurgiões-dentistas dizem trabalhar mais de 40 horas semanais e 60% deles ganham menos que cinco mil reais por mês, revelou o estudo. Todo esse panorama negativo reflete o número expressivo de profissionais que não escolheriam a odontologia como carreira se o pudessem fazê-lo, eles são 31% do montante total.

Horizonte
O professor Plínio Tomaz diz que as perspectivas podem ser alteradas se o dentista se empenhar em mudar o foco de algumas ações. "Eles têm a ‘síndrome do eu também’, todos querem ter um consultório e ele é uma empresa, mas nem todos são bons empresários", explica. As alternativas residem em novos nichos de mercado como o serviço público, o serviço social em entidades como o Serviço Social do Comércio (SESC), o serviço privado (trabalhando para terceiros) e até a esfera militar.

"Precisa recuperar-se a autoestima desses profissionais, que está muito baixa", diz o professor. O planejamento da carreira, desde a entrada na faculdade, segundo o professor, mostra-se como o viés mais plausível e determinante no foco da carreira do futuro cirurgião-dentista.

*Com informações da AUN - USP

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A questão do custo no consultório de odontologia

9/11/2009

*Claudinet Antonio Coltri Junior

Quando nos colocamos na posição de empresários (e todo cirurgião dentista que abriu seu consultório é um), nos deparamos com situações limite no que diz respeito à gestão da empresa. Uma delas é relativa ao custo.
Um dos grandes erros da gestão é ser o profissional papagaio. O profissional papagaio é aquele que fala (e age) simplesmente porque um outro alguém falou que assim deve ser. O primeiro passo para se tornar um bom gestor é saber processar as informações que recebe. É entender que existem várias variáveis. Assim, como na saúde, a gestão necessita de diagnóstico (único para cada caso). É preciso pensar em suas decisões e no impacto que elas trarão para o seu negócio.
Bem, o profissional papagaio aparece muito no quesito custo. Ouvimos um dia falar que devemos sempre reduzir os custos. Isso sempre me soou como um grande problema de gestão. Se você precisa sempre reduzir custo, é pressuposto que está sempre gastando mais do que precisa. No fundo, é preciso sempre analisar os seus custos. Em alguns momentos vamos precisar reduzi-los, sim, outras vezes, não.
Em uma primeira análise, dos custos, podemos classificar os custos em necessários e desnecessários. Fica simples assim: custos que tem utilidade para o seu negócio e os que não têm. Esta análise tem como base o seu planejamento estratégico, mais especificamente no propósito da organização. O propósito é composto por quatro partes: missão (qual a razão de ser), visão (como quero ser visto), valores (quais atitudes não abrimos mão) e a opção estratégica. O corte ou redução de custos que impactam negativamente em qualquer um desses itens podem afetar sobremaneira o sucesso do seu empreendimento.
Imagine se sua opção estratégica seja baseada na inovação e você tenha um público cativo. E aí, para reduzir custo, você não investe mais em novos equipamentos, em novos produtos, para de ir a Congressos etc. Vai começar a perder clientes. Você diminui o custo, mas junto a ele, o faturamento. O mesmo ocorre nas outras duas formas que compõe a opção estratégica. Caso tenha optado pelo relacionamento com o cliente, você não pode cortar itens que colaborem para opção escolhida. Não deve parar de enviar cartões de aniversário, natal, programas de aproximação etc. Mas, talvez, o maior perigo esteja na opção de excelência em processos. Assim, caso haja uma gestão correta, você já “enxugou” tudo o que podia. Um corte errado nos custos pode diminuir a qualidade do serviço que executa.
Como disse acima, o que devemos fazer é sempre ficarmos em alerta e analisarmos cada situação em particular. Podemos sempre pesquisar novos fornecedores, não deixar luzes, ar condicionados, computadores etc, ligados sem necessidade. Não podemos deixar de fazer cotações em várias dentais, buscando o melhor preço e forma de pagamento. Ainda assim, alguns cuidados são importantes: segundo informações que recebemos (não tão fidedignas, mas que fazem sentido) nos dizem que o processo de ligar um computador consome o equivalente a uma hora dele ligado. Com o ar a coisa é mais ou menos parecida. Caso vá se ausentar da sala por pouco tempo, não compensa desligá-lo, posto que a temperatura ambiente subirá e ele, então, ficará mais tempo com o motor ligado para chegar na temperatura adequada.
Algumas dicas importantes:
- O uso do skype e do MSN podem diminuir custo de telefonia na confirmação de consultas. Porém a funcionária não pode ficar de “conversê” com suas amigas e amigos.
- Ligações de telefone fixo para celulares são muito mais caros que de celulares para celulares.
- Fechar a água da cuspideira quando não estiver atendendo paciente (e no intervalo entre eles). Caso tenha uma auxiliar, ela pode ligar a água somente quando o paciente for cuspir.
- Desligar o monitor do computador quando não estiver usando (ele sim, consome muita energia).
- Verificar tarifas bancárias e negociá-las com o gerente.
- Negociação eficaz do aluguel (caso tenha) entre outros.
Tudo isso que estou tratando neste artigo se aplica em situações normais de andamento do consultório. Em situações de crise financeira, é preciso uma análise bem aprofundada de impacto nas decisões. Pode ser que se não cortar alguns custos, você “quebre”. Pode ser que se cortar, também “quebre”.
O mais importante que você deve ter em mente é que uma empresa, entre outras coisas, é feita de despesas e receitas. Quanto mais você recebe e gasta menos, mais sobra (lucro). Porém, existem custos que, se cortados, diminuem a receita. Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. E, como eu não gosto de caldo de galinha, apenas a cautela basta. Não engula, apenas pense nisso!



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* Sobre o autor:

Claudinet Antonio Coltri Junior é palestrante, consultor organizacional de empresas e consultórios; coordenador dos cursos MBA Compacto em Administração de Consultório e Formação em ASB (ABO/MT); Coordenador dos Cursos de Gestão da Educação Tecnológica do UNIVAG/MT. E-mail: junior@coltri.com.br; web-site: www.coltri.com.br ; Twitter: HTTP://twitter.com/coltri.

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Pesquisa indica excesso de chumbo em papel do filme radiográfico periapical

3/10/2009
Pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP detectaram pela primeira vez chumbo nos papéis que recobrem as películas radiográficas usados por cirurgiões-dentistas em radiografias da boca, especificamente dos dentes e osso adjacente. O papel, um dos componentes de um filme radiográfico periapical introduzido na boca, costuma ser descartado em lixo comum, sem cuidados de proteção, oferecendo riscos a quem o manuseia e ao meio ambiente. A concentração de chumbo no papel é de 991 partes por milhão, dez vezes maior do que a permitida pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para materiais descartados no lixo comum. O chumbo altera o sistema nervoso, danifica os rins, causa anemia, diminui a fertilidade e atravessa a placenta e também aumenta a agressividade.

A pesquisa mostrou que o metal solta-se com grande facilidade do papel. Portanto, ao contrário do que recomendam os fabricantes, ele não deveria ser reciclado ou descartado sem cuidados especiais.

O filme radiográfico periapical usada na radiografia é recoberta por um plástico que protege o paciente de ser contaminado. Os cientistas descobriram que quando o raio atravessa o filme radiográfico periapical, acaba fazendo com que o metal contamine o papel. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) obriga que a camada de chumbo e de prata seja descartada corretamente, mas permite que o papel seja lançado em lixo comum. Segundo o estudo, não há estimativas da quantidade de papel utilizada pelos 228.579 dentistas cadastrados na Conselho Federal de Odontologia (CFO).

Descarte - Atualmente, pesquisadores do Laboratório de Gerenciamento de Resíduos Odontológicos (Lagro), onde foi desenvolvida a pesquisa, desenvolvem um método para descontaminar o papel. O papel do filme radiográfico periapical deve ser encaminhado para laboratórios especializados em recuperar chumbo. Quem mora na região de Ribeirão Preto pode encaminhar os resíduos para o Lagro, localizado na Avenida do Café, sem número, na FORP.

Cuidados - Recomenda-se que profissionais que manuseiam a filme radiográfico periapical usem luvas de látex e máscaras específicas para proteger do chumbo.

O estudo teve a participação dos professores Jesus Djalma Pécora, coordenador do Lagro, de Márcia da Veiga, do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, e de Reginaldo S. Silva, da FORP. A pesquisa foi publicada no Journal of Hazardous Materials e está disponível para consulta no site da ScienceDirect.

Mais informações: (16) 8154-6189 , (16) 3602-4145 , defcg@usp.br

Fonte: Jornal do site

Dentistas promovem campanha educativa

Campanha nacional alerta sobre os cuidados que devem ser tomados ao procurar um ortodontista
09/11/2009 - 10:08

Preocupada com a banalização do tratamento ortodôntico, a Sociedade Sergipana de Ortodontia e Ortopedia Facial (SOSE) realizará no dia 11 de novembro, o 'Dia D'. A campanha nacional busca esclarecer a população sobre os cuidados que devem ser observados antes de se iniciar o tratamento ortodôntico. Em Aracaju, as atividades serão realizadas no Shopping Jardins.

Durante o Dia D, profissionais da ortodontia vão alertar a população sobre a importância de um bom diagnóstico antes de se colocar aparelhos ortodônticos. “A grande preocupação da entidade é conscientizar o público que a colocação de aparelhos exige conhecimentos específicos e que o mau tratamento pode trazer conseqüências sérias”,alerta o presidente da SOSE, João Roberto Resende.

Ele explica que problemas ortodônticos tratados de forma incorreta podem alterar a função mastigatória, gerar tensão excessiva na musculatura do complexo craniofacial, além de disfunções da articulação têmporo-mandibular, ocasionando dores de cabeça e na face. “Podem, também, contribuir para a ocorrência de cárie dentária, doença gengival e periodontal”, acrescenta.

Má qualificação

O grande número de profissionais de diversas áreas jogados semestralmente no mercado de trabalho, devido à ausência de avaliação competente, tem trazido graves problemas para a sociedade. “Uma vez formados, esses profissionais não terão colocação no mercado e buscarão a especialização como diferencial. Um tratamento realizado por um profissional qualificado reduz as possibilidades de insucesso, dando maior segurança ao paciente”, assegura Roberto Resende.

O curso de formação em odontologia não fornece conhecimentos profundos sobre ortodontia corretiva. Para se tornar um especialista é necessário que o cirurgião dentista se submeta a um curso de especialização (pós-graduação) com duração média de três anos. Para ter certeza de estar lidando com especialistas, basta conferir no Conselho Regional de Odontologia de Sergipe.