terça-feira, 17 de novembro de 2009

Não Consegue Pensar? Vá ao dentista!

Um novo estudo realizado pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, aponta que uma boa higiene bucal pode ajudar adultos a manter o raciocínio saudável. A pesquisa descobriu que adultos com idade superior a 60 anos com os maiores níveis de doenças na gengiva têm maior dificuldade de lembrar uma seqüência de três palavras após um certo tempo.

O pesquisador James Noble e sua equipe também descobrira que adultos com os maiores níveis da bactéria Porphyromonas gingivalis, causadora de problemas na gengiva, têm o dobro de chances de não passar em testes feitos com cálculos de subtração de números com três dígitos.

Os resultados são baseados nas descobertas feitas com mais de 2300 homens e mulheres que foram testados pelos cientistas. Os participantes do estudo tiveram a saúde bucal analisada e realizaram uma série de testes para observar o seu raciocínio.

No geral, 5,7% dos adultos mostraram problemas em completar certos testes de memória, e 6,5% não conseguiram completar os testes de subtração reversa. Os participantes com os maiores e menores níveis da bactéria tiveram os piores resultados nestes testes.

Várias pesquisas já associaram a saúde oral ruim com doenças cardíacas, diabetes e mal de Alzheimer. Doenças na gengiva podem influenciar as funções cerebrais por meio de vários mecanismos, de acordo com os pesquisadores do novo estudo. Este tipo de doença pode causar inflamações pelo corpo inteiro, um fator de risco para a perda das funções mentais saudáveis. [Reuters]

Brasil está supersaturado de dentistas, diz estudo

País tem 11% dos dentistas do mundo e mercado deve recebe oito mil novos profissionais por ano

O Brasil possui cerca de 250 mil dentistas, o que corresponde a mais de 11% da fatia global desses profissionais. Não obstante, este número equivale à população de dentistas dos EUA e do Canadá juntas.

Em termos proporcionais, temos um dentista para um grupo de 842 habitantes, o que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é três vezes mais do que o número ideal. A pesquisa chegou a alguns dados impressionantes.

Dicas da medicina preventiva
Especial Simpatias para atrair sorte e saúde

A explosão da oferta de dentistas no mercado ficou patente nesse estudo realizado entre a Faculdade de Odontologia (FO) da USP, o Ministério da Saúde e outras entidades da classe. O projeto conhecido como “perfil atual e tendências do cirurgião-dentista brasileiro” teve a professora Maria Ercília de Araújo como representante da FO.

A tendência para os próximos anos é que os números aumentem ainda mais. O mercado recebe oito mil novos dentistas por ano; um crescimento de 4% sendo que a população brasileira está chegando à estabilidade, num crescimento de 2% ao ano. Apesar dessa fartura de profissionais no mercado, 16% dos brasileiros nunca foi ao dentista. Segundo o professor Plínio Augusto Rehse Tomaz, há uma “realidade de mercado desfavorável” e que deve ser levada em conta na escolha da carreira dos novos ingressantes.

Perfil e distribuição geográfica
São 183 faculdades de odontologia espalhadas pelo território nacional. 60% delas estão localizadas no Sudeste. A proporção de dentistas também é semelhante à de faculdades; uma violenta disparidade regional.

Do montante total de profissionais, metade tem menos de 40 anos, o que reforça o ensejo do estudo em mostrar o “boom” profissional por que passa a área. O mercado é dominado, sobretudo pelas mulheres: de cada dez dentistas, seis são do sexo feminino. O estudo ainda revelou dados importantes sobre o exercício profissional desenvolvido por esses cirurgiões-dentistas. Mostrou que a especialização ainda é pequena, mais de 70% deles são clínicos-gerais.

Com a oferta excessiva de profissionais no mercado, os dentistas tiveram que lidar com o problema financeiro. Uma vez que a concorrência mostrou-se ferrenha, houve a demanda por mais horas de trabalho em detrimento do valor cobrado pelos procedimentos. 90% dos cirurgiões-dentistas dizem trabalhar mais de 40 horas semanais e 60% deles ganham menos que cinco mil reais por mês, revelou o estudo. Todo esse panorama negativo reflete o número expressivo de profissionais que não escolheriam a odontologia como carreira se o pudessem fazê-lo, eles são 31% do montante total.

Horizonte
O professor Plínio Tomaz diz que as perspectivas podem ser alteradas se o dentista se empenhar em mudar o foco de algumas ações. "Eles têm a ‘síndrome do eu também’, todos querem ter um consultório e ele é uma empresa, mas nem todos são bons empresários", explica. As alternativas residem em novos nichos de mercado como o serviço público, o serviço social em entidades como o Serviço Social do Comércio (SESC), o serviço privado (trabalhando para terceiros) e até a esfera militar.

"Precisa recuperar-se a autoestima desses profissionais, que está muito baixa", diz o professor. O planejamento da carreira, desde a entrada na faculdade, segundo o professor, mostra-se como o viés mais plausível e determinante no foco da carreira do futuro cirurgião-dentista.

*Com informações da AUN - USP

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A questão do custo no consultório de odontologia

9/11/2009

*Claudinet Antonio Coltri Junior

Quando nos colocamos na posição de empresários (e todo cirurgião dentista que abriu seu consultório é um), nos deparamos com situações limite no que diz respeito à gestão da empresa. Uma delas é relativa ao custo.
Um dos grandes erros da gestão é ser o profissional papagaio. O profissional papagaio é aquele que fala (e age) simplesmente porque um outro alguém falou que assim deve ser. O primeiro passo para se tornar um bom gestor é saber processar as informações que recebe. É entender que existem várias variáveis. Assim, como na saúde, a gestão necessita de diagnóstico (único para cada caso). É preciso pensar em suas decisões e no impacto que elas trarão para o seu negócio.
Bem, o profissional papagaio aparece muito no quesito custo. Ouvimos um dia falar que devemos sempre reduzir os custos. Isso sempre me soou como um grande problema de gestão. Se você precisa sempre reduzir custo, é pressuposto que está sempre gastando mais do que precisa. No fundo, é preciso sempre analisar os seus custos. Em alguns momentos vamos precisar reduzi-los, sim, outras vezes, não.
Em uma primeira análise, dos custos, podemos classificar os custos em necessários e desnecessários. Fica simples assim: custos que tem utilidade para o seu negócio e os que não têm. Esta análise tem como base o seu planejamento estratégico, mais especificamente no propósito da organização. O propósito é composto por quatro partes: missão (qual a razão de ser), visão (como quero ser visto), valores (quais atitudes não abrimos mão) e a opção estratégica. O corte ou redução de custos que impactam negativamente em qualquer um desses itens podem afetar sobremaneira o sucesso do seu empreendimento.
Imagine se sua opção estratégica seja baseada na inovação e você tenha um público cativo. E aí, para reduzir custo, você não investe mais em novos equipamentos, em novos produtos, para de ir a Congressos etc. Vai começar a perder clientes. Você diminui o custo, mas junto a ele, o faturamento. O mesmo ocorre nas outras duas formas que compõe a opção estratégica. Caso tenha optado pelo relacionamento com o cliente, você não pode cortar itens que colaborem para opção escolhida. Não deve parar de enviar cartões de aniversário, natal, programas de aproximação etc. Mas, talvez, o maior perigo esteja na opção de excelência em processos. Assim, caso haja uma gestão correta, você já “enxugou” tudo o que podia. Um corte errado nos custos pode diminuir a qualidade do serviço que executa.
Como disse acima, o que devemos fazer é sempre ficarmos em alerta e analisarmos cada situação em particular. Podemos sempre pesquisar novos fornecedores, não deixar luzes, ar condicionados, computadores etc, ligados sem necessidade. Não podemos deixar de fazer cotações em várias dentais, buscando o melhor preço e forma de pagamento. Ainda assim, alguns cuidados são importantes: segundo informações que recebemos (não tão fidedignas, mas que fazem sentido) nos dizem que o processo de ligar um computador consome o equivalente a uma hora dele ligado. Com o ar a coisa é mais ou menos parecida. Caso vá se ausentar da sala por pouco tempo, não compensa desligá-lo, posto que a temperatura ambiente subirá e ele, então, ficará mais tempo com o motor ligado para chegar na temperatura adequada.
Algumas dicas importantes:
- O uso do skype e do MSN podem diminuir custo de telefonia na confirmação de consultas. Porém a funcionária não pode ficar de “conversê” com suas amigas e amigos.
- Ligações de telefone fixo para celulares são muito mais caros que de celulares para celulares.
- Fechar a água da cuspideira quando não estiver atendendo paciente (e no intervalo entre eles). Caso tenha uma auxiliar, ela pode ligar a água somente quando o paciente for cuspir.
- Desligar o monitor do computador quando não estiver usando (ele sim, consome muita energia).
- Verificar tarifas bancárias e negociá-las com o gerente.
- Negociação eficaz do aluguel (caso tenha) entre outros.
Tudo isso que estou tratando neste artigo se aplica em situações normais de andamento do consultório. Em situações de crise financeira, é preciso uma análise bem aprofundada de impacto nas decisões. Pode ser que se não cortar alguns custos, você “quebre”. Pode ser que se cortar, também “quebre”.
O mais importante que você deve ter em mente é que uma empresa, entre outras coisas, é feita de despesas e receitas. Quanto mais você recebe e gasta menos, mais sobra (lucro). Porém, existem custos que, se cortados, diminuem a receita. Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. E, como eu não gosto de caldo de galinha, apenas a cautela basta. Não engula, apenas pense nisso!



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* Sobre o autor:

Claudinet Antonio Coltri Junior é palestrante, consultor organizacional de empresas e consultórios; coordenador dos cursos MBA Compacto em Administração de Consultório e Formação em ASB (ABO/MT); Coordenador dos Cursos de Gestão da Educação Tecnológica do UNIVAG/MT. E-mail: junior@coltri.com.br; web-site: www.coltri.com.br ; Twitter: HTTP://twitter.com/coltri.

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Pesquisa indica excesso de chumbo em papel do filme radiográfico periapical

3/10/2009
Pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP detectaram pela primeira vez chumbo nos papéis que recobrem as películas radiográficas usados por cirurgiões-dentistas em radiografias da boca, especificamente dos dentes e osso adjacente. O papel, um dos componentes de um filme radiográfico periapical introduzido na boca, costuma ser descartado em lixo comum, sem cuidados de proteção, oferecendo riscos a quem o manuseia e ao meio ambiente. A concentração de chumbo no papel é de 991 partes por milhão, dez vezes maior do que a permitida pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para materiais descartados no lixo comum. O chumbo altera o sistema nervoso, danifica os rins, causa anemia, diminui a fertilidade e atravessa a placenta e também aumenta a agressividade.

A pesquisa mostrou que o metal solta-se com grande facilidade do papel. Portanto, ao contrário do que recomendam os fabricantes, ele não deveria ser reciclado ou descartado sem cuidados especiais.

O filme radiográfico periapical usada na radiografia é recoberta por um plástico que protege o paciente de ser contaminado. Os cientistas descobriram que quando o raio atravessa o filme radiográfico periapical, acaba fazendo com que o metal contamine o papel. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) obriga que a camada de chumbo e de prata seja descartada corretamente, mas permite que o papel seja lançado em lixo comum. Segundo o estudo, não há estimativas da quantidade de papel utilizada pelos 228.579 dentistas cadastrados na Conselho Federal de Odontologia (CFO).

Descarte - Atualmente, pesquisadores do Laboratório de Gerenciamento de Resíduos Odontológicos (Lagro), onde foi desenvolvida a pesquisa, desenvolvem um método para descontaminar o papel. O papel do filme radiográfico periapical deve ser encaminhado para laboratórios especializados em recuperar chumbo. Quem mora na região de Ribeirão Preto pode encaminhar os resíduos para o Lagro, localizado na Avenida do Café, sem número, na FORP.

Cuidados - Recomenda-se que profissionais que manuseiam a filme radiográfico periapical usem luvas de látex e máscaras específicas para proteger do chumbo.

O estudo teve a participação dos professores Jesus Djalma Pécora, coordenador do Lagro, de Márcia da Veiga, do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, e de Reginaldo S. Silva, da FORP. A pesquisa foi publicada no Journal of Hazardous Materials e está disponível para consulta no site da ScienceDirect.

Mais informações: (16) 8154-6189 , (16) 3602-4145 , defcg@usp.br

Fonte: Jornal do site

Dentistas promovem campanha educativa

Campanha nacional alerta sobre os cuidados que devem ser tomados ao procurar um ortodontista
09/11/2009 - 10:08

Preocupada com a banalização do tratamento ortodôntico, a Sociedade Sergipana de Ortodontia e Ortopedia Facial (SOSE) realizará no dia 11 de novembro, o 'Dia D'. A campanha nacional busca esclarecer a população sobre os cuidados que devem ser observados antes de se iniciar o tratamento ortodôntico. Em Aracaju, as atividades serão realizadas no Shopping Jardins.

Durante o Dia D, profissionais da ortodontia vão alertar a população sobre a importância de um bom diagnóstico antes de se colocar aparelhos ortodônticos. “A grande preocupação da entidade é conscientizar o público que a colocação de aparelhos exige conhecimentos específicos e que o mau tratamento pode trazer conseqüências sérias”,alerta o presidente da SOSE, João Roberto Resende.

Ele explica que problemas ortodônticos tratados de forma incorreta podem alterar a função mastigatória, gerar tensão excessiva na musculatura do complexo craniofacial, além de disfunções da articulação têmporo-mandibular, ocasionando dores de cabeça e na face. “Podem, também, contribuir para a ocorrência de cárie dentária, doença gengival e periodontal”, acrescenta.

Má qualificação

O grande número de profissionais de diversas áreas jogados semestralmente no mercado de trabalho, devido à ausência de avaliação competente, tem trazido graves problemas para a sociedade. “Uma vez formados, esses profissionais não terão colocação no mercado e buscarão a especialização como diferencial. Um tratamento realizado por um profissional qualificado reduz as possibilidades de insucesso, dando maior segurança ao paciente”, assegura Roberto Resende.

O curso de formação em odontologia não fornece conhecimentos profundos sobre ortodontia corretiva. Para se tornar um especialista é necessário que o cirurgião dentista se submeta a um curso de especialização (pós-graduação) com duração média de três anos. Para ter certeza de estar lidando com especialistas, basta conferir no Conselho Regional de Odontologia de Sergipe.


Visitar o dentista faz bem ao coração

08 Nov 2009
A condição bucal é fator de risco por causa das infecções crônica

Estudos recentes ressaltam a relação entre a presença de inflamação no corpo e a doença cardiovascular, seja por ação local na parede dos vasos ou por doenças que afetam todo o organismo. “A condição bucal, principalmente, a doença periodontal é um dos fatores de risco para doenças cardíacas por causarem infecções crônicas, provocadas por microorganismos que atacam e danificam o tecido de suporte dos dentes”, explica Roque Marcos Savioli, médico cardiologista e diretor suplementar do INCOR (Instituto do Coração) de São Paulo.

Os mecanismos que ligam as doenças cardíacas às periodontais ainda não são totalmente conhecidos. Várias pesquisas têm sugerido que fatores genéticos e ambientais podem estar envolvidos nesta associação. O aumento do número de bactérias periodontais no interior do epitélio juncional (parte da inserção entre dente e a gengiva) pode resultar na penetração de bactérias e seus produtos nos tecidos gengivais, provocando a produção de mediadores inflamatórios, múltiplas respostas de defesa e aumento do número de células sanguíneas brancas, entre outras reações.

Savioli defende que a avaliação da saúde bucal é de extrema importância na prevenção das doenças cardiovasculares. Assim, a consulta ao periodontista é item de destaque na estratificação do risco cardiovascular.

As doenças cardiovasculares representam 30% da mortalidade global. Associada às complicações das doenças cardiovasculares estão infarto do miocárdio, tromboses e acidente vascular cerebral (AVC). Isso se deve ao aumento das concentrações de gorduras no sangue, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes e fatores psicossociais.

domingo, 8 de novembro de 2009

Prefeito Gilberto Kassab atende antiga reivindicação do CROSP e das entidades odontológicas e concede isonomia salarial entre cirurgiões-dentistas e m

Após anos de luta do CROSP, que junto a entidades odontológicas - como a Associação Odontológica da Prefeitura de São Paulo, a APCD e a ABCD -, mobilizando a classe e agendando encontros e audiências com autoridades municipais, é com muita alegria que informamos que o Prefeito Gilberto Kassab enviará, no mais tardar em novembro, mensagem à Câmara Municipal concedendo a tão esperada e justa isonomia salarial entre cirurgiões-dentistas e médicos.

A notícia foi antecipada na última edição do nosso jornal “Novo Crosp”, de número 127, e confirmada pessoalmente pelo próprio prefeito na solenidade do Dia do Cirurgião-Dentista, realizada em 23 de outubro na Câmara Municipal. A mais de 500 pessoas presentes no evento, o Prefeito Gilberto Kassab – oportunamente homenageado com a Comenda Tiradentes -, afirmou que a mensagem já está pronta e que já autorizou seu Secretário da Saúde, Dr. Januario Montone, a enviá-la para votação na Câmara Municipal. “Se não fizer isso, o Dr. Emil, com quem já tenho intimidade devido à relação de anos que tinha com meu pai, vai me puxar a orelha”, brincou.

O prefeito explicou que a isonomia está saindo apenas agora, porque os ajustes salariais das várias categorias que existem no serviço público deve ser conduzida de maneira escalonada. Primeiro foram os professores, depois os médicos e agora chegou a vez dos cirurgiões-dentistas.

Veja a cronologia dos fatos :

em 11 de outubro de 2005 - Gilberto Kassab, então vice-prefeito, acompanhou o Dr. Emil Razuk, demais conselheiros do CROSP e diretores da AOPMSP em audiência com a Secretária da Saúde na época, Drª. Maria Cristina Faria da Silva Cury. Na reunião, Dr. Emil Razuk mostrou que a defasagem salarial dos cirurgiões-dentistas era de 75% em relação aos médicos. Dr. Emil propôs que o problema pudesse ser equacionado por meio de projeto. O Vice-prefeito Gilberto Kassab sugeriu que se criasse um grupo de trabalho para analisar o tema. Matéria publicada na página 4 da edição 107 do jornal Novo Crosp;

em 8 de maio de 2006 – Na ocasião da inauguração da Clínica de Parelheiros do município de São Paulo, Dr. Emil Adib Razuk voltou a abordar, dessa vez com o já Prefeito Dr. Gilberto Kassab, a isonomia salarial dos cirurgiões-dentistas com os médicos da rede municipal de saúde. Matéria publicada na página 17 da edição 111 do jornal Novo Crosp;

em 25 de julho de 2006 – O então Secretário Adjunto da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, Dr. Ailton de Lima Ribeiro, recebeu em audiência os conselheiros do CROSP, que estavam acompanhados do Vereador Dr. Gilberto Natalini, para discutir a isonomia salarial dos cirurgiões-dentistas da prefeitura. Participaram da reunião o Dr. Emil Adib Razuk, presidente do CROSP, o presidente da Comissão de Defesa da Classe da APCD, Dr. Admar Kfouri, além dos Drs. Marco Antonio Carvalho de Lima e Rubens Orlandi, da Associação Odontológica da Prefeitura de São Paulo. Dr. Emil insistiu junto ao secretário adjunto que era urgente iniciar o processo de equiparação salarial dos cirurgiões-dentistas com os médicos. Matéria publicada na página 13 da edição 112 do jornal Novo Crosp;

em 27 de março de 2008 – O Prefeito Dr. Gilberto Kassab compromete-se a conceder a isonomia em audiências com as lideranças odontológicas. Compareceram à reunião o Dr. Emil Adib Razuk, presidente do CROSP, Dr. Silvio Cecchetto, presidente da APCD, Dr. Rubens Orlandi, presidente da Associação Odontológica da Prefeitura de São Paulo, e Dr. Luciano Artioli, presidente da ABCD. A audiência com o prefeito foi intermediada pelo Vereador Gilberto Natalini por solicitação do Dr. Emil. Matéria publicada na página 16 da edição 120 do jornal Novo Crosp;

em 26 de agosto de 2008 – O Prefeito Dr. Gilberto Kassab reafirma seu compromisso de conceder a isonomia em reunião com as lideranças da classe na sede da Associação Odontológica da Prefeitura de São Paulo, na qual se encontrava o Dr. Emil Adib Razuk. Matéria não foi publicada no jornal Novo Crosp por conta do período de campanha eleitoral para a Prefeitura de São Paulo;

em 01 de dezembro de 2008 – Ofício assinado pelo CROSP, pela Associação Odontológica da Prefeitura de São Paulo, pela APCD e pela ABCD é encaminhado ao Prefeito Gilberto Kassab, lembrando-o do compromisso assumido em audiência com as entidades odontológicas em março daquele ano. Matéria publicada na página 13 da edição 123 do jornal Novo Crosp;

em 05 de março de 2009 – O CROSP recebeu a visita do novo Secretário-Adjunto da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, Dr. José Maria Orlando, que ouviu dos conselheiros a necessidade de se agilizar a regulamentação da isonomia, prometida um ano antes pelo Prefeito Gilberto Kassab. Matéria publicada na página 12 da edição 125 do jornal Novo Crosp;

em 25 de setembro de 2009 – O Prefeito Gilberto Kassab recebe em seu gabinete o presidente do CROSP, Dr. Emil Adib Razuk. Na audiência, em que o prefeito foi convidado a ser homenageado com a Comenda Tiradentes na solenidade pelo Dia do Cirurgião-Dentista, ele antecipou ao Dr. Emil que a mensagem determinando a isonomia já tinha sido redigida e que seria enviada para aprovação no Legislativo municipal. Matéria publicada na página 12 da edição 127 do jornal Novo Crosp;

em 23 de outubro de 2009 – O Prefeito Gilberto Kassab, em discurso de agradecimento pela homenagem que recebia do CROSP e da classe odontológica, deu a notícia de que a mensagem com a isonomia estava pronta e seria, até novembro, enviada à Câmara Municipal.

Fonte CROSP

Muitos dentistas, pouco atendimento

Do Diário de Pernambuco

Brasil tem grande número de profissionais, mas distribuição desigual atinge duramente regiões mais pobres do país. Líderes da classe sugerem incentivo do estado para diminuir saturação de odontólogos nas capitais e em áreas com alta renda

Uma pesquisa da Organização Pan-americana de Saúde, do Ministério da Saúde e do Observatório de Recursos Humanos em Odontologia traçou o perfil dos dentistas brasileiros e constatou que, enquanto há uma grande concentração de profissionais nos grandes centros urbanos como São Paulo, as regiões mais pobres e distantes sofrem enormemente com a falta de atendimento.

Foto: Greg/DP

Especialistas garantem que estimular a descentralização da oferta de atendimento é essencial na oferta de um serviço de saúde de qualidade.

A pesquisa concluiu que os quase 220 mil dentistas existentes atualmente são mais do que suficientes para oferecer um atendimento de qualidade para a população. A média nacional, de um odontologista para cada 838 habitantes, é uma das melhores do mundo. O desafio é interiorizar tanto a formação quanto o acesso para esses profissionais, explica a coordenadora do estudo, a professora do departamento de Medicina Oral e Odontologia Infantil da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Maria Celeste Morita.

A pesquisa mostra que, mesmo com uma quantidade adequada de profissionais no país, a maioria ainda se localiza nas regiões Sudeste e Sul. Juntos, os sete estados dessas regiões concentram quase 75% de todos os dentistas brasileiros, deixando apenas 25% para as outras 20 unidades da federação. Só o estado de São Paulo abriga um terço de todos os profissionais da área.

Por outro lado, a maioria dos 85 milhões de brasileiros que vivem nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste experimentam uma realidade diferente. No Norte, são 1,8 mil pessoas, em média, para cada profissional, e em alguns municípios do Nordeste, como em Paçatuba (CE), esse índice dispara para mais de 65 mil para cada dentista, um número 77 vezes maior que a média nacional.

Prejuízos - Ter um dentista próximo de casa não é apenas uma questão de comodidade. A necessidade de deslocamento para outras regiões em busca de tratamento dificulta o acompanhamento constante e preventivo. "Se um paciente tem que ir pra outra cidade, ele só procura o dentista quanto sente dores, e o tratamento acaba sendo muito mais difícil. A proximidade com esse profissional de saúde facilita um diagnóstico precoce e um tratamento mais eficaz", explica Maria Celeste Morita.

Uma das razões dessa má distribuição é a concentração das faculdades de odontologia. O Sudeste concentra metade das instituições do tipo no país. O Nordeste, menos de 10%. Quando se analisam cursos de pós-graduação, a situação é ainda pior. O Norte não possui nenhum mestrado ou doutorado na área, enquanto o Sudeste ostenta sozinho 75% das pós-graduações na área.

Para o presidente da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), Norberto Lubiana, a solução do problema passa por uma política pública de estímulo à fixação dos profissionais em áreas mais distantes. "O governo precisa articular com urgência uma política de estímulo, inclusive financeiro, para que profissionais optem por trabalhar em áreas mais carentes", conta.

O Ministério da Saúde sustenta que já tem adotado medidas para tentar amenizar a má distribuiçãode profissionais. Segundo a diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde, Ana Estela Haddad, uma das medidas que pode ajudar no enfrentamento do problema é a volta dos pareceres do Conselho Nacional de Saúde quando o Ministério da Educação vai autorizar, reconhecer ou renovar cursos de odontologia. "Nessas áreas com grande concentração, o conselho só dá parecer favorável se o curso em questão for extremamente inovador", diz.

Para conseguir com que os profissionais optem por se fixar nas chamadas regiões de vazio assistencial, Ana Estela aposta em uma medida que está sendo preparada para vigorar, em um primeiro momento, para médicos: garantir um bom desconto na amortização dos pagamentos das dívidas estudantis para quem escolher trabalhar nessas áreas.

Distribuição desigual

Dentistas no Brasil

1998 123.114

2008 219.575

Idade

Até 30 anos 25%

De 30 a 40 anos 30%

De 40 a 50 anos 23%

Mais de 50 anos 22%

Sexo

Homens (1968) 90%

Mulheres (1968) 10%

Homens (2008) 44%

Mulheres (2008) 56%

Os 10 estados com mais profissionais (em percentual)

1. São Paulo 33.08%

2. Minas Gerais 12,19%

3. Rio de Janeiro 11.95%

4. Paraná 6,24%

5. Rio Grande do Sul 5,99%

6. Santa Catarina 3,54%

7. Bahia 3,44%

8. Goiás 3,07%

9. Pernabuco 2,55%

10. Distrito Federal 2,4%

Proporção por habitantes

Brasil - 1 a cada 838

Região Sul - 1 a cada 774

Região Sudeste - 1 a cada 601

Região Norte - 1 a cada 1,8 mil

Região Nordeste - 1 a cada 1743

Região Centro-Oeste - 1 a cada 747

Uruguai inaugura BVS Odontologia

Apresentação da BVS a cargo de Carina Patrón

Pôster apresentado no 80º Aniversário da Faculdade de Odontologia no dia 25 de junho de 2009

No marco da semana da Saúde Bucal no Uruguai, no dia 13 de outubro de 2009 foi realizado o lançamento da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) Odontologia na Faculdade de Odontologia da Universidade da República do Uruguai.

O objetivo prinicipal da BVS Odontologia é oferecer acesso à fontes de informação relevantes e atualizadas à comunidade odontológica, obdecendo critérios de qualidade e pertinência. Tendo em mente este objetivo, foram reunidos os acervos bibliográficos das instituições que, de modo integrado e de maneira funcional poderão ser consultados através da interface geral de busca de informação em saúde, o sistema iAH.

Este empreendimento é realizado pela Faculdade de Odontologia com a colaboração da Asociación Odontológica Uruguaya. O evento de lançamento contou com a presença dos representantes da faculdade o decano Alvaro Maglia, a diretora da biblioteca, e a diretora Emilia Tressi e o consultor Ernesto Spinak; representantes das cátedras da faculdade, além de representantes da Asociación Odontológica Uruguaya, funcionários e bibliotecárias de outras faculdades.

O desenvolvimento da área de Odontologia na BVS foi iniciado no final de 2007 e se encontra em processo de certificação por parte da equipe do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME/OPAS/OMS), quem tem oferecido ajuda constante no empreendimento da instância. “É importante mencionar também o Comitê Consultivo da BVS Uruguai que com sua experiência tem facilitado o caminho de transição para o desenvolvimento deste processo”, ressalta Carina Patrón, responsável pela BVS Odontologia.

A BVS Odontologia seguindo o modelo comun da rede BVS coordenado pela BIREME, oferece um Localizador de Informação em Saúde (LIS) especializado em sua temática que atualmente dispõe de quase 200 referências de sites na Web.

Além disso, há um diretório de Eventos em Odontologia com mais de 140 registros.

Como divulgação, são oferecidos dois serviços mensais que chegam a quase 900 profissionais e estudantes através de seus endereços eletrônicos: o Boletim da Biblioteca e o Serviço de Alerta de Revistas (SAR) que possibilita ao usuário solicitar cópias dos artigos que precise.

A BVS Odontologia adere a filosofia de Acesso Aberto à informação. Entre os produtos oferecidos está a indexação de publicações periódicas na área odontológica que não figurem nas bases de dados nacionais e internacionais como a Bibliografia Brasileira de Odontologia (BBO), nem na Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) ou a Literatura Internacional em Ciências da Saúde e Biomédica (MEDLINE). As analíticas destas publicações estão disponíveis na base de dados Odont que atualmente dispõe de mais de 11,550 referências e mais de 200 em texto completo.

Dentro do Acesso Aberto se recopilam também Publicações Periódicas que estejam disponíveis em texto completo gratuito como as que estão na Scientific Eletronic Library Online (SciELO) ou no Directory of Open Access Journals (DOAJ) e podem ser consultadas no Portal de Revistas que atualmente dispõe de mais de 200 referências.

Também são recopilados livros, monografias e teses de diferentes organismos disponíveis gratuitamente, instituições e universidades. Estes documentos podem ser consultados em Livros e somam mais de 230 registros.

A produção científica nacional em Odontologia está reunida na base de dados OBRAS. Está sendo projetada em curto prazo a digitalização deste material de valor histórico para que se possa acessar o texto completo gratuito. Atualmente, as referências registradas somam mais de 3,6 mil.

Devido ao alto nível mundial de um novo paradigma de pesquisa como a Medicina Baseada em Evidência e também a Odontologia Baseada em Evidência, foram incorporados links para os principais sites gratuitos que oferecem acesso a melhor evidência na área.

Desde 2 de outubro de 2009 a BVS Odontologia obteve 506 visitas de 301 usuários diferentes. As visitas são originadas de toda América Latina e Caribe e algumas provenientes da Espanha.

Publicado por: BIREME/OPS/OMS

21.10.2009 09:59:19 h

Actualizado por: BIREME/OPS/OMS

21.10.2009 15:13:39 h

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Dentista é suspeito por arrancar todos os dentes de outra pessoa em Brasília

Mãe acusa cirurgião de tirar 30 dentes do filho em hospital de Brasília.
Ele já foi indiciado por extrair 28 dentes de outro jovem, em setembro.

Do G1, com informações do DFTV

O cirurgião-dentista indiciado por lesão corporal gravíssima por supostamente ter extraído todos os dentes de um adolescente em Brasília, em setembro passado, pode ter feito a mesma coisa com outra pessoa. A denúncia foi feita nesta sexta-feira (6) pela mãe do paciente, que sofre de deficiência mental e tem 35 anos. A polícia e a secretaria de Saúde de Brasília abriram investigação


A mãe do paciente disse que o filho foi ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran) retirar apenas dois dentes. “Ele tirou os dentes do menino sem fazer o raio X. Pelo que eu vi na boca dele, não precisava tirar todos os dentes, não”, disse a dona de casa Rita Pires Duarte.


  • "Ele tirou os dentes do menino sem fazer o raio X. Pelo que eu vi na boca dele, não precisava tirar todos os dentes, não"

A diferença em relação ao caso anterior é de que o dentista teria avisado a mãe do paciente sobre o procedimento que iria realizar. “Ele falou que estava tudo estragado e que precisava tirar todos. Eu falei: ‘Mas eu vejo que ele tem dois dentes que precisam ser extraídos’. Os outros eu não sei, pois não dava para ver. Tinha cárie, mas não precisava tirar tudo”, disse a dona de casa Rita Pires, mãe do paciente.


A Secretaria de Saúde informou que a denúncia será encaminhada ao Conselho Regional de Odontologia e ao Ministério Público. O cirurgião-dentista está afastado do trabalho desde o dia 19 de outubro. Procurado, ele não quis dar entrevistas.


Ele está mais calado, fica o tempo todo sem sorrir. Tiraram 30 dentes. Ele tem 35 anos e tiraram todos os dentes dele. Ela não sabe ler, só sabe assinar. Ela falou que ele estava fazendo um tratamento de dente. Na verdade, nós não sabíamos que era para tirar

De acordo com a irmã do homem, a diarista Maria Pires Duarte, o comportamento dele mudou depois da cirurgia. “Ele está mais calado, fica o tempo todo sem sorrir. Tiraram 30 dentes. Ele tem 35 anos e tiraram todos os dentes dele. Ela não sabe ler, só sabe assinar. Ela falou que ele estava fazendo um tratamento de dente. Na verdade, nós não sabíamos que era para tirar”, afirmou.

Primeiro caso

O primeiro caso envolvendo o dentista aconteceu com César Oliveira Ferreira, de 17 anos. Ele deu entrada no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília, no dia 24 de setembro para a extração de apenas dois dentes. O cirurgião, no entanto, tirou todos os dentes do jovem, que é aluno da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

Para o jovem que teve todos os dentes extraídos e sua família, o sentimento é de revolta. O adolescente parou de ir às aulas na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), depois da cirurgia. Sua rotina mudou completamente. Para se alimentar, por exemplo, a mãe tem que bater a comida no liquidificador.


Em entrevista após o caso ter sido divulgado, a mãe do adolescente, Maria Oliveira, disse que o procedimento combinado com o cirurgião-dentista era a extração de dois dentes. “Eu vi meu filho sem nenhum dente. Eu entreguei ele com todos os dentinhos na boca. Era só para tirar dois. Eu recebi ele sem nenhum. 28 dentes", disse, na semana passada, quando o caso se tornou público.

O pai do jovem, Alfredo Ferreira, reclama do fato de sequer ter sido consultado. "Eu acho que foi uma mutilação que fizeram sem explicação para os pais, sem autorização", afirmou.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Dentista tira todos os dentes de rapaz


Publicado em 21.10.2009

O adolescente de 17 anos, que é deficiente mental, teria de extrair só dois dentes. Odontólogo identificou doença óssea e arrancou todos sem consultar família

BRASÍLIA – Um jovem de 17 anos, deficiente mental, foi a um hospital da rede pública do Distrito Federal extrair dois dentes, mas o cirurgião-dentista que o atendeu arrancou seus 28. A denúncia foi feita pela mãe do garoto, Maria Oliveira, e levou a Secretaria Estadual de Saúde a afastar anteontem o dentista e a chefe da área odontológica do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), no Plano Piloto.

A mãe conta que o filho, César Oliveira Ferreira, precisava tirar dois dentes e teria ficado muito nervoso durante uma tentativa de extração no consultório dentário. Por isso, acabou encaminhado ao hospital, onde recebeu anestesia geral. A decisão de extrair todos os dentes teria sido tomada pelo dentista durante a cirurgia, em 24 de setembro. “O que eu quero é meus dentes de novo. Não posso ficar sem meus dentes”, disse ele ao DFTV, da Rede Globo.

Aluno da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Ferreira teria deixado de ir à escola por vergonha. A mãe quase vai as lágrimas ao falar do sofrimento do filho. “Se ele tinha uma patologia ou não na arcada dentária, o dentista tinha que ter me comunicado. Ele tinha que saber se eu aceitaria o procedimento”, criticou Maria Oliveira. “Se houve um erro, tem que ser reparado esse erro. Já que existe a justiça divina e a do homem, ela tem que ser feita. É isso que eu quero”, frisou.

O caso está sendo investigado em diversas frentes: Polícia Civil, Ministério Público, Conselho Regional de Odontologia e governo estadual. Para o presidente do conselho, Julio César, o dentista cometeu, no mínimo, uma infração ética ao realizar as extrações sem consultar a família do rapaz.

A Secretaria de Saúde não divulgou o nome do cirurgião-dentista. Ele corre o risco de perder o emprego, o registro profissional e de ser processado civil e criminalmente. O conselho já decidiu abrir processo ético.

“É um fato gravíssimo. Estamos todos chocados. Entretanto, no Estado democrático de direito, é preciso haver um processo e amplo direito de defesa”, declarou o subsecretário de Saúde do Distrito Federal, Fernando Antunes, informando que a investigação será concluída em 60 dias.

A secretaria e o conselho anunciaram a intenção de custear um tratamento de implante para recuperar as arcadas dentárias do rapaz.

Julio César conversou com o dentista do HRAN no último sábado. Segundo ele, o profissional contou que, ao dar início às extrações, constatou que o garoto sofreria de perda óssea acentuada, o que deixava todos os dentes moles. Convencido de que o rapaz precisaria extrair todos os dentes mais cedo ou mais tarde, o dentista teria decidido adotar o procedimento sem consultar ninguém. “Ele infringiu o código de ética ao não informar aos pais os riscos e o propósito do tratamento”, afirmou o presidente do conselho.

Conselho defende odonto-legistas para o IML


Publicada: 20/10/2009 às 15:46:55

JornaldaCidae.Net

Aracaju (20 out) - O Conselho Regional de Odontologia de Sergipe (CRO-SE) está sugerindo a elaboração de um projeto de lei instituindo o cargo de odontolegistas para o Instituto de Medicina Legal (IML) do Estado.

A Odontologia Legal é o ramo da Odontologia responsável pela realização de estudos em seres humanos, de interesse para a justiça, dentro de sua área de competência. “Os exames em cadáveres têm por objetivo principal a realização de perícias de identificação. Este tipo de perícia é necessário sempre que o método visual ou dactiloscópico torna-se ineficaz para este fim. Cadáveres em avançado estado de putrefação, ossadas, queimados ou carbonizados são exemplos de casos em que a perícia odontolegal faz-se necessária”, enfatizou o presidente do CRO-SE, Augusto Tadeu Ribeiro Santana.

A deputada, Gorete Reis reconhece a necessidade e a importância dessa especialidade profissional. “Vamos apoiar a classe na luta pela implantação desse cargo no IML. A solicitação do Conselho de Odontologia está sendo avaliada por minha equipe jurídica para que tenha respaldo legal. Em seguida, vou apresentar o projeto de lei para os deputados”, afirma a parlamentar.

No Nordeste, de acordo com o CRO-SE, esse tipo de profissional está presente nos IMLs de quase todos os Estados. Esses locais apresentam mais agilidade no julgamento de processos cíveis e criminais, porque o trabalho do odontolegista é exercido por um cirurgião-dentista.

60% dos paraibanos têm disfunção mandibular

Por: TIAGO FRANÇA

Disfunção têmporo-mandibular (DTM) é uma patologia que acomete cada vez mais os brasileiros. Segundo levantamentos feitos pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), no Estado, cerca de 60% da população apresenta algum sintoma desse mal – mais de 2,2 milhões de pessoas, dos cerca de 3,8 milhões de habitantes de todo o território paraibano. O grande problema é que nem sempre o paciente sabe que sofre do distúrbio.

A DTM é uma disfunção que ocorre na articulação da mandíbula, responsável pela abertura e fechamento da boca. Dentre os principais sintomas estão dores musculares, articulares, zunidos e dores no ouvido e na cabeça, otite, limitação na abertura da boca, inchaços na face ao lado da boca, surdez momentânea, ruídos articulares, além de dores na nuca e ao bocejar.

O principal causador da disfunção é o mau relacionamento dos dentes com a mandíbula. Apesar de não apresentar etiologia bem definida, acredita-se que o estresse seja outro fator desencadeante. Doenças sistêmicas ou hormonais, bruxismo, má-postura, má-oclusão e hábitos como roer unhas, mastigar caneta, abrir tampas de garrafa com os dentes e mastigar de um lado só também contribuem para o aparecimento da disfunção.

De acordo com a cirurgiã dentista Cassandra Gomes de Lima: “Muitas pessoas vão ao otorrinolaringologista com fortes dores de ouvido, mas nem sempre os problemas estão relacionados a essa área”.

“Em alguns casos, os sintomas se assemelham aos de otite, mas, mediante diagnóstico, é detectada a disfunção mandibular”, ressaltou.

“A perda do primeiro molar superior pode contribuir para o desenvolvimento do problema. A falta deste dente causa a desestruturação dentária, provocando a oclusão (pessoa dentuça)”, acrescentou.

A dentista recomenda que, assim que aparecerem os primeiros sintomas, o paciente procure logo um especialista.

“Geralmente, os pacientes sentem fadiga no músculo da face e dor ao bocejar. Estima-se também que 38% das dores de cabeça têm alguma relação com a DTM. Quando qualquer desses sintomas iniciais surgirem, é aconselhável que o paciente procure logo um dentista”, recomendou a odontóloga Cassandra Gomes, que afirmou que em seu consultório, mais da metade dos pacientes chega com algum sintoma da disfunção.

A professora doutoranda em dentística da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Ana Isabela Arruda Meira Ribeiro, informou que existem três tipos de disfunção têmporo-mandibular: leve, moderada e severa. A prevalência maior, segundo a estudiosa, é da DTM leve.

“Dos cerca de 60% das pessoas que sofrem do distúrbio, a maioria apresenta uma forma leve da patologia”, disse.

“O grande problema é que nem sempre o paciente sabe que está com DTM”, assinalou Ana Isabela Arruda.

O problema é fácil de ser constatado, através de uma simples observação clínica do dentista, ou nos casos mais complexos, com a realização de radiografia ou ressonância magnética. Se não tratada adequadamente, a disfunção pode ser acentuada com o avançar da idade. O percentual de 60% dos habitantes que sofrem de DTM no Estado segue a média nacional.